No cenário dinâmico do Fórum Econômico Mundial, CEOs globais revelaram suas perspectivas para o ano de 2024, e a tendência é clara: a inteligência artificial generativa está prestes a remodelar o panorama profissional.
De acordo com uma pesquisa da PwC, um quarto dos CEOs espera que a implementação da IA generativa resulte em cortes de pessoal de pelo menos 5% neste ano. Setores como mídia, bancos, seguros e logística lideram as previsões de perda de empregos, à medida que ferramentas de IA avançadas se tornam protagonistas no mercado.
A pesquisa, baseada em entrevistas com 4.702 CEOs em 105 países, destaca a magnitude dos impactos que os modelos de IA devem ter nas economias e sociedades. Em um evento onde líderes como Sam Altman, da OpenAI, e Satya Nadella, da Microsoft, estão presentes, a conversa sobre o papel transformador da IA é inevitável.
Embora 46% dos entrevistados acreditem que a IA generativa impulsionará a lucratividade nos próximos 12 meses, outros 47% são mais céticos, prevendo pouca ou nenhuma mudança. Esta dicotomia reflete a incerteza em torno das consequências reais da implementação dessas tecnologias inovadoras.
A pesquisa revela que empresas de engenharia e construção são menos propensas a antecipar cortes, ao lado das empresas de tecnologia, que veem a automação como aliada. No entanto, a maioria dos CEOs está ciente de que a força de trabalho precisará se adaptar, com 69% afirmando que seus funcionários terão que adquirir novas habilidades.
Outro aspecto fascinante da pesquisa é a preocupação dos executivos com a segurança cibernética e a disseminação de desinformação, apontando para os desafios enfrentados no universo digital.
À medida que nos aproximamos de um futuro impulsionado pela IA, a pesquisa indica que os executivos estão mais focados em lidar com forças disruptivas em suas indústrias do que com desafios macroeconômicos. “Este é um ano de transformação”, destaca Bob Moritz, presidente global da PwC.
A automação liderada pela IA está ganhando terreno, com 32% dos executivos relatando sua adoção nos últimos 12 meses. Eles esperam que isso não apenas melhore a qualidade de produtos e serviços (58%) mas também reconhecem a necessidade de adaptação por parte dos colaboradores.
Em meio a essas mudanças, a pesquisa destaca uma visão mais otimista em relação à economia global, com menos CEOs preocupados com a ameaça da inflação em comparação com o ano anterior. Apesar dos desafios, 38% acreditam em um cenário econômico mais promissor para 2024, um sinal de esperança em meio a transformações e incertezas.
À medida que nos aprofundamos neste ano de metamorfose empresarial, a inteligência artificial generativa emerge como uma força poderosa, moldando não apenas o futuro do trabalho, mas também redefinindo a narrativa das oportunidades e desafios que aguardam as organizações em todo o mundo.
Deixe um comentário