No desenvolvimento de software, a velocidade é essencial. No entanto, muitas vezes nos encontramos em um dilema entre avançar rapidamente e evitar a superengenharia, que pode resultar em código complicado e de difícil manutenção. Greg Foster, autor do artigo, compartilha sua perspectiva sobre como manter o equilíbrio entre esses dois aspectos críticos do desenvolvimento de software.
Foster destaca a importância de construir o mínimo necessário com a arquitetura mais limpa possível. Ele argumenta que isso permite construir software mais rapidamente, atendendo às necessidades do produto de forma eficaz. A pressa durante o ciclo de desenvolvimento pode levar à diminuição dos padrões de qualidade e à superengenharia inconsciente.
O autor oferece um conselho simples: se você quer avançar rápido, escreva código limpo e simples. Ele ilustra seu ponto de vista com o exemplo de desenvolvimento de um aplicativo de lista de tarefas, onde destaca como a abordagem inicial pode levar à superengenharia e atrasos.
Foster enfatiza a importância de adiar a complexidade o máximo possível. Ele sugere focar na implementação das funcionalidades essenciais do produto de forma simples, sem se comprometer com uma implementação específica. Isso permite flexibilidade futura e facilita a adição ou modificação de funcionalidades sem reconstruir do zero.
O autor adverte contra a superengenharia, que é ineficiente por duas razões fundamentais: consome tempo desnecessário e adiciona complexidade ao código, tornando o desenvolvimento futuro mais lento. Ele destaca a importância de manter a arquitetura central o mais simples possível, evitando adicionar complexidade desnecessária.
Em resumo, Foster destaca que o desenvolvimento rápido e a manutenção da qualidade do código não são mutuamente exclusivos. Ao escrever código limpo e simples, é possível avançar rapidamente sem comprometer a qualidade. Ele encoraja os engenheiros a priorizarem testes unitários, interfaces estreitas e baixo acoplamento, enquanto evitam soluções excessivamente complexas e frameworks desnecessários.
O autor compartilha suas experiências pessoais, destacando casos em que conseguiu manter um equilíbrio entre velocidade e qualidade, e casos em que caiu na armadilha da superengenharia. Ele destaca a importância de aprender com os erros e seguir o caminho da codificação simples e de qualidade, que quase sempre é o mais rápido.
Leio o artigo completo em – Keeping code simple: moving fast by avoiding over-engineering (graphite.dev)
Deixe um comentário