No artigo recente da Communications of the ACM, Maarten Bullynck e Liesbeth De Mol desvendam um mito que muitos de nós já ouvimos: a famosa distinção entre “coder” e “programmer”. Lá nos anos 1950, era comum pensar que os “coders” eram os “faz-tudo” que apenas transformavam fluxogramas ou pseudocódigos em instruções de máquina, enquanto os “programmers” faziam o trabalho “intelectual” de planejar os algoritmos.
Mas os autores mostram que, na prática, essa separação raramente existia. Na maioria dos casos, quem programava também codificava, e essa divisão de papéis acabou sendo mais uma construção do que uma realidade. Eles ainda fazem um paralelo com a automação atual, mostrando que, desde aquela época até hoje, a ideia de substituir programadores por máquinas gera muito debate, mas nem sempre reflete o que realmente acontece no mercado.
O artigo é uma leitura interessante para quem curte entender como a história da computação se conecta com as tendências que vivemos hoje.
Confira o artigo completo: The Myth of the Coder – (https://dl.acm.org/doi/10.1145/3639562)
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